duas fotos
um desenho
e uma página da enciclopédia biodiversidade
Vil uvez
quero ser viúva do mundo
-dizem,é fácil se comportar assim.
quero que repare no meu estado metamórfico
não sou leve
apesar da minha estrutura óssea expressar o contra
peso, peso como pálpebras cansadas
seus ombros não conseguem me carregar
me arrasta
então
pelas vias drummondianas
soando um tango argentino
um filme do Babenco
prostitui minha figura de giz seco
nas páginas que você usa para abafar
seu cheiro destilado
(só estou tentando te situar, na minha situação)
se não quiser, fuja
não tentarei decifrar seu dialeto pichado
mas sou compreensiva para uma psicotrágica
reconheço seu nome
e que você não quer fama
mas difamar o estatuto do bem-ou-amar.
memórias destacáveis de um rolance
*Leia antes de dormir, se não
for dormir, então leia outra coisa. Depois me descanse debaixo da cama,
Aprendendo a enxugar a língua
começo a passar minhas pupilas dilatadas por seu vulto,
Sem tentar traduzir as sombras das luzes
sem querer analisar a surdez do escuro
estou ficando cada data mais cega, por impaciência
ocular
de acumular resíduos de poeira nebulosa na cristalina do olho esquerdo
de pouco não te enxergo com o braço embaixo do braço
nem a prosa portulega que me trouxeram embalada em gazes
Quase não falo, não me comunico com ninguém
ondas só me chegam para mudar o ciclo
intensidade sanguínea e ovular
dá voltas, amarra a garganta , entorpecente
entope a mente
Minha paz morre atropelada pelo fusca
posso usar as palavras de outrem?
não sem as devidas refinências.
onde bota isso?
choca de provérbios
começo a passar minhas pupilas dilatadas por seu vulto,
Sem tentar traduzir as sombras das luzes
sem querer analisar a surdez do escuro
estou ficando cada data mais cega, por impaciência
ocular
de acumular resíduos de poeira nebulosa na cristalina do olho esquerdo
de pouco não te enxergo com o braço embaixo do braço
nem a prosa portulega que me trouxeram embalada em gazes
Quase não falo, não me comunico com ninguém
ondas só me chegam para mudar o ciclo
intensidade sanguínea e ovular
dá voltas, amarra a garganta , entorpecente
entope a mente
Minha paz morre atropelada pelo fusca
posso usar as palavras de outrem?
não sem as devidas refinências.
onde bota isso?
choca de provérbios
Já disse, que minha lucidez
está voltando com a mudez
Não piro, não miro, não atiro
Acento, atento, ao
menos móvel de todos os
sentimentos
o mais nobre dos pensamentos,
que não te traem
não te deixam
não te sugam
nem se quer te observam muito
apenas levanta-se no meio da madrugada
olha, e sabe
nunca, foi igual a ninguém.
está voltando com a mudez
Não piro, não miro, não atiro
Acento, atento, ao
menos móvel de todos os
sentimentos
o mais nobre dos pensamentos,
que não te traem
não te deixam
não te sugam
nem se quer te observam muito
apenas levanta-se no meio da madrugada
olha, e sabe
nunca, foi igual a ninguém.
Conheço as outras presas selvaginescas
sei que elas talvez atendam ou não o seu chamado
Você ainda esta ai?
tututututututututu
sei que elas talvez atendam ou não o seu chamado
Você ainda esta ai?
tututututututututu
Ignoro que não se possa agarrar um calcanhar,
sou feito miçanga
fez conta
me conto.
sou feito miçanga
fez conta
me conto.
a gente se repete nos mesmos lugares-comuns
foto do meu pai. Sem data, sem nome. Só sei que é dele. Não sei se ele aparece nela, ou se foi ele que tirou. Fico em duvida. Ele poderia ser esse moço magro, passando atrás do menino. Ele leva na mão algo que parece um buquê. Flores! Flores para quê?Podia ser um agrado intencionado para a moça do 312, ou poderia ser aquelas flores benzidas, cheirando a alfazema, que leva pra tia-avó. olhando para o outro lado. Ele poderia ser o fotografo, ou ele poderia até ser o menino segurando os balões,como quem quase voa. Foi dai que percebi que meu pai eram todos, até a moça de cabelo loiro ali atrás, meu pai feminino.
Enquanto isso esses bancos de igreja colocados assim na rua me fazem lembrar , lembrar o que mesmo?
ah, esqueci a frase de efeito.
A convulsão escrita e outras pantanosas experiências
Começo sempre de um lugar, que antes era inconsciente de existir.
Título, que nem sempre vai permanecer coerente ao texto, mas que por fim, pode ter sido o começo. -nunca prestei atenção nas aulas de redação, nem muito nas outras, enfim. Nem mesmo sei pra que presta uma virgula no lugar comum, senão fora dele.
Então, ao invés de papel, ao invés de esboço, faço do original-esboço, um esboço-final.
Mas não era disso que vinha falar, só falei porque a ideia do título me veio na cabeça, assim que abri essa página boba de postagem, que deixam a gente pressionada a escrever. Mas gosto disso, assim venço aos poucos a inercia.
Assisti um filme que como se diz nos artigos criticólogos é, sen-so-ri-al. Se preocupava em narrar através do som o ambiente em que se está. E o som que ouvimos na sala de TV-grande, é do mesmo material ondular que lá fora ouço os sons naturais.
Sempre me lembro do professor de física tentando me explicar que no vácuo não tem ondas sonoras (aquelas em forma de mola?), mas tem ondas luminosas (a do Sol, os raios solares, e então paro para ver um chiclete na cadeira que quase gruda no cabelo verde da menina da frente). Por isso deduzi que o filme mudo, era feito no vácuo. Só pode ser, Chaplin, era o melhor ator-diretor do vácuo. Palmas, palmas inaudíveis.
O filme era em uma cidade-pântano, clima úmido e quente, chovia, chovia e etceterá. Os adultos viviam embriagados, e as crianças viviam muito próximas, encostando corpo uma n´asoutras. De roupa de verão, biquini, sem camiseta. Iam caçar animais que morriam no pântano, caçar naquelas porque eles já estavam mortos. Nadavam e se enrolavam na lama.
Quando sai, da sala de onde estava assistindo, a chuva, que antes estava chovendo, tinha parado. O clima abafado e úmido do vaporzinho do asfalto que sobe pelos pés, e o cheiro da grama e da folhas. Os sons, que eu ouvia eram as mesmas ondas sonoras que eu ouvia no filme, mas não eram dramaturgicamente pensadas a não ser que assim eu as quisesse.
ai, cansei, isso nem é um texto crítico, resenha filmografa, nada nada....não tem serventia . Mas se quiserem o filme é o Pântano, da Martel a Lucrécia.
Título, que nem sempre vai permanecer coerente ao texto, mas que por fim, pode ter sido o começo. -nunca prestei atenção nas aulas de redação, nem muito nas outras, enfim. Nem mesmo sei pra que presta uma virgula no lugar comum, senão fora dele.
Então, ao invés de papel, ao invés de esboço, faço do original-esboço, um esboço-final.
Mas não era disso que vinha falar, só falei porque a ideia do título me veio na cabeça, assim que abri essa página boba de postagem, que deixam a gente pressionada a escrever. Mas gosto disso, assim venço aos poucos a inercia.
Assisti um filme que como se diz nos artigos criticólogos é, sen-so-ri-al. Se preocupava em narrar através do som o ambiente em que se está. E o som que ouvimos na sala de TV-grande, é do mesmo material ondular que lá fora ouço os sons naturais.
Sempre me lembro do professor de física tentando me explicar que no vácuo não tem ondas sonoras (aquelas em forma de mola?), mas tem ondas luminosas (a do Sol, os raios solares, e então paro para ver um chiclete na cadeira que quase gruda no cabelo verde da menina da frente). Por isso deduzi que o filme mudo, era feito no vácuo. Só pode ser, Chaplin, era o melhor ator-diretor do vácuo. Palmas, palmas inaudíveis.
O filme era em uma cidade-pântano, clima úmido e quente, chovia, chovia e etceterá. Os adultos viviam embriagados, e as crianças viviam muito próximas, encostando corpo uma n´asoutras. De roupa de verão, biquini, sem camiseta. Iam caçar animais que morriam no pântano, caçar naquelas porque eles já estavam mortos. Nadavam e se enrolavam na lama.
Quando sai, da sala de onde estava assistindo, a chuva, que antes estava chovendo, tinha parado. O clima abafado e úmido do vaporzinho do asfalto que sobe pelos pés, e o cheiro da grama e da folhas. Os sons, que eu ouvia eram as mesmas ondas sonoras que eu ouvia no filme, mas não eram dramaturgicamente pensadas a não ser que assim eu as quisesse.
ai, cansei, isso nem é um texto crítico, resenha filmografa, nada nada....não tem serventia . Mas se quiserem o filme é o Pântano, da Martel a Lucrécia.
de tanto te olhar pela minha luneta estrábica.
Tenho
que parar de escrever assim, como se fosse uma carta anônima, que seu nome está
oculto nela como destino, e o meu como remetente. Párar de achar que fazendo
isso, quiçá você lê entende que é pra você esse montoado de palavras.Que não tô
escrevendo pro prefeito, não to falando de greve, nem de dor no peito. Que no
fim, bem no fim de março não adiantou de nada. Um senhor com chapéu grande que
disse, mais vale umas dúzias de palavras mal ditadas do que um silêncio apagado
pelo movimento das pálpebras.
Acredito.
Que
minha mãe está um pouco cansada, de cuidar da pia que pinga, do homem velho que
vive no sanatório, do pijama do meu irmão passado, da minha ansiedade sem
remédio, da sopa da minha vó. E acredito que ela queria uma massagem no pé, um
mingau de maisena, ela gosta de passar todos os cheiro depois do banho, que
deixam ela assim.
Creio
que.
As
tintas devem voltar a fazer parte da constituição dos meus braços e dedos, que
saía assim pra ir na padaria, na casa de um amigo, não lava a mão nem pra comer
cachorro-quente, porque a tinta tinha que ficar lá, até achar que estava bom, e
sair pelo ralinho.
Anseio
Muito,
talvez até aquele negócio de signos estejam certos. E foi encontrar essas
pessoas que roem dedo e falam pelos cotovelos que percebi que meu lugar, é
inexistir. Anacrônica desleixada, me fez no tempo do nunca, me deu um tempo de
vento.
Findando
Tinha
que falar assim? Ninguém é culpado dessa sua super-estimação sob aqueles que você nem sabe
direito que cor tem os pelos do nariz. Eu sei que...desafiando as estátuas
paradas por dois ou três anos atrás, talvez elas estejam vivavivinhas.
Esperando que soprem sua orelha.
Assinar:
Postagens (Atom)




